quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

17, do que a vida melhor contém.



A Teresinha faz hoje (mais precisamente às 14h10), 17 meses.
E tanto haveria para escrever, sobre tudo o que esta criança me tem dando ao longo destes 17 felizes meses.  E é tão bom quando a felicidade não nos cabe nas palavras que a vida nos ensinou, e as ultrapassa. E a maternidade é um desses raros casos de felicidade indescritivel.

E, pelo exposto em cima, para marcar a data, não vou escrever sobre o que eu sinto, mas sobre o que tu és, Teresinha, como tu és, pois tu sim mereces o protagonismo.

És uma menina, acima de tudo, doce. Adoras carinho, manifestações deste. Beijos ao Pai, beijos ao mano, beijos lambuzados, doces e mimosos, a mim. Adoras que te dê beijinhos nos pés quando te mudo a fralda. Se me esqueço, relembras-me e balanças a perna no meu sentido com um sorriso sedutor.

És extremamente ágil e desembaraçada. Compreendes tudo o que te dizem, mesmo instruções com referência a acções, objectos e locais na mesma frase. Surpreendes-nos constantemente com tamanha perspicácia.

Não dizes muita coisa perceptível a todos, mas és uma comunicadora nata. Que se entenda, dizes: "Olá", "Mamã" (que sou eu e o Pai (!)), "Biáuuu" (Miguel), "Am, dã, tês" (1,2,3 com sotaque françes) e "Obiá" (Obrigada).

A tua brincadeira preferida é passear a botas cá de casa. Todas as de cano alto, e andar com elas da sala para o quarto, deste para o corredor, arrumá-las, dessarumá-las e olhá-las. Tens um fascínio por botas (o que até consigo compreender lindamente...).

O teu local de eleição, em casa, é a minha máquina de ginástica. É lá que te sentas para ver desenhos animados, é para lá que vais logo que chegas a casa, inclusivamente é lá que, com efectivamente muita ginástica, te tentas deitar e descansar.

Se precisas da minha atenção e tens dificuldade em consegui-la recorres ao golpe fatal: "Dó, dó", franzes o sobrolho e esticas o dedo, a jeito de quem se magoou muito.

Adoras piscar o olho ao teu Pai, e desafiá-lo quando sabes que fazes o que não deves.

Encantas-te com as gargalhadas do Mano e não dispensas uma corrida com ele, sempre precedida do "Am, dã, tês".

Namoras constantemente comigo. Encostas a tua cabeça à minha e sugeres-me beijinhos na testa, no nariz, nas bochechas. Encostas o teu nariz ao meu e, com uns olhos brilhantes, sugeres que me adoras. Encostas a tua boquinha rosada à minha, fazes-me festinhas pelo cabelo e sugeres que me amas.

E eu a ti.
Gosto-te, Adoro-te, Amo-te, minha Teresinha. Tanto. Tanto.